"Coisas dos meus amigos..."
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Madalena disse...
Oi primo,muito bom esse teu texto. E muito preciosa essa lista de conselhos - deixar a água correr lentamente, tirar as lentes com a caca impregnada, não pegar as bombas com as mãos desprotegidas... e não esquecer da comissão de segurança, seja ela qual for.
Gostei tanto que passei pra uma galera,
rs.
Aliás, já que vc virou habituée deste espaço bacana, vou linká-lo ao meu blog também. :)
Bjos!
Ju
A Juliana é das melhores coisas que já aconteceram na minha vida. Eu vi o dia que ela nasceu. A vi menininha carinhosa.
Na adoslecencia, como era de se esperar eu pouco vi.
Agora ela virou jornalista, brilhante.
Minha priminha, por quem tenho enorrrrrme carinho.
Dia destes ela brilhava no CB BAR.
Pio Viscontte Redondo disse...
(Variação sobre o mesmo tema)
Julião, meu amigo, às vezes a esperança pede ajuda...
Lembrança vaga e marcante, daquelas que grudam em você
pelo cheiro, à força, pela emoção maltratada...
éramos todos jovens e dispensamos quem segurasse a mão,
com a mão de ferro
e os mais velhos tinham perdido a coragem.
A PUC de São Paulo, em frente da universidade,
ao lado de uma pequena ladeira que dava acesso aos fundos
eu ali, sentado ao lado da Virgínia,
sentada ao lado de outros muitos, mais de 700 estudantes
Expressar um direito, buscar um divisor de água, a briga da liberdade, simples, e por educação gratuita de qualidade
E naquele tempo, a universidade pública não estava tão sucateada,
a USP era patrimônio do pensamento, sinônimo de competência, o talento, dom realizado, como qualquer um ( e melhor pra todos) deveria saber o gosto
A gente ali, 18, 20 anos, não conhecia, ainda, o peso truculência...
Quando você olha para trás, para entender a gritaria, vê lá
os cacetetes batendo forte nos escudos, a roupa escura intimidando,
sem rosto, a fúria analfabeta em linha, ignorante, traiçoeira ,
ao comando de um Dart Vader qualquer do espírito pobre
As bombas de gás fumegantes, às dezenas, no meio da estudantada desprevenida.
Não tinha manual, autodefesa,nem preparo que desse conta da ira organizada
- a histeria institucional da ditadura militar.
700 presos na PUC cercada, feridos, como a Virginia, queimada na perna pela bomba de gás,
uma fileira de ônibus conduzindo pra cadeia...
Ficou pior pra eles, os generais e os coronéis - um tal de Erasmo -aquela truculência bárbara contra
o ato pacífico, em defesa da educação e da liberdade.
As coisas parecem que caminharam assim, confusas, no meio da liberdade aparente...
a USP sucateada, as federais também, escolas particulares desqualificadas com o nome de universidade, estudantes com manual para apanhar menos do choque, e um troglodita plantão, sempre...em algum lugar no meio da alma mal cuidada. Que mau.
E a gente, pensando na insegurança,
na mão de alguém que nos...
5:22 PM
Mauricio Adachi disse...
É auto-biográfico? Meio "bukowskiano". O tipo de texto que eu aprecio. Vou visitar de vez em quando...
5:28 PM
Os Maurícios são meus alunos mais apatralhados. Mas eles fizeram um vídeo - ... quem desce ... que é das melhores produções deste ano em São Paulo.
O vídeo é de uma atualidade impressionante. Nada mais 2007.
E o Maurício sobrenome é de uma generosidade emocionante.
(sem assunto) Caixa de entrada
Julio Moreira
Batalha Esta é a minha nova crônica publicada no blog Beco da Gata. Dê uma ol...
16:15 (10 horas atrás)
Mail Delivery Subsystem
This is an automatically generated Delivery Status Notification Delivery to t...
16:16 (10 horas atrás)
MAILER-DAEMON@mailhost.sifuspesp.org.br
Hi. This is the qmail-send program at mailhost.sifuspesp.org.br. I'm afraid I...
16:15 (10 horas atrás)
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flavio
para mim
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19:25 (7 horas atrás)
E AHÊ, Julião!!
Mandando bala, hein?
Do seu texto eu só tenho uma observação:
ESSES CARAS PULAM DE CABEÇA EM PISCINA VAZIA, PÔ!!!
Na vida, como vc relacionacom o fato, precisa mergulhar de cabeça, mas em piscina cheia. Se tiver vazia, faz acordo pra encher.
Se não, não dá.
Se não der acordo, espera a chuva enche-la.
E, como regra de jogo é regra de jogo ( e a regra da vida não se quebra, pois não dá), o jeito é aprender a nadar. Quanto melhor, melhor.
E torcer para não colocarem um tubarão, daqueles enormes, nem piranha, pois vamos ter que acabar nadando de costas.
Júlio, estou te escrevendo isso pois acredito firmemente nessa filosofia, que norteia minha vida.
Sem dinheiro, mas sem stress.
E, seguindo a masturbação dessa filosofia que sempre sigo, tal qual mariposa à luz, resumo minhas atitudes a todo esse conceito.
Ou seja,
NADA!!
Abs,
Flávio, o NADAdor.
Há, há, há ...
Beijos
Julio Moreira!
Um comentário:
Olá, Júlio, você não me conhece mas acabei chegando ao seu texto graças à busca sobre a invasão da PUC em 1977 pela Internet. Se eu entendi, você postou um recado do Pio Redondo, meu amigo da Cásper, que não vejo há muitos anos. Eu sou a Virginia Finzetto, que estava sentada ao lado dele. Um grande abraço a vocês.
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